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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O que é decrescimento?

O conceito de decrescimento econômico não é novo. Além de todas as crises econômicas, políticas e sociais vividas pela sociedade capitalista moderna, desde a década de 70 fala-se em uma alternativa racional e sustentável para o ocidente civilizado.
Nicholas Georgescu-Roegen, economista romeno, escreveu um livro chamado: "The entropy law and the economic process" onde desenvolve as alternativas ao crescimento econômico lançando as bases do decrescimento como alternativa viável ao progresso erroneamente idealizado por uma política corrupta e insana, distanciada do Homem.
O decrescimento baseia-se no fato de que o crescimento econômico infinito, amplamente perseguido pelas nações capitalistas, é impossível pela simples imposição física que o planeta terra é finito e, consequentemente, todos os recursos nele existentes também o são.
Além destes conceitos, abordaremos a explosão demográfica, a qualidade e o tamanho das empresas, o engodo da sustentabilidade e os novos conceitos da "Economia Espiritual".

2 comentários:

  1. Dias, Alberto Barbosa Pinto14 de dezembro de 2010 11:27

    Edson.Não sou economista e, nem muito econômico.
    A sensação de que a expansão da população ameaça a situação de conforto e abundância era resolvida desde a muito com as guerras planejadas e até financiadas.As motivações eram territoriais, raciais, religiosas, ou, declarada ganância como a Guerra do Golfo, a mais recente.Desde há aproximadamente mil anos que um grupo financeiro e economicamente fechado gerencia os eventos de decrescimento.
    Fraternalmente, Dias

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  2. Olá Edson, Sou economista e sei o quanto é difícil falar em descrecimento numa sociedade de crescimento perpétuo, como diz o próprio Latouche é preciso desmistificar o imaginário que foi imposto pelo Ocidente. O desafio atual é melhorar a compreensão das complexas interações entre humanidade e biosfera. E as idéias de Latouche se inserem como uma crítica à sociedade do crescimento pelo crescimento. Nas palavras de Latouche “um crescimento infinito é incompatível com um mundo finito e que tanto nossas produções como nossos consumos não podem ultrapassar as capacidades de regeneração da biosfera”. Logo, fica claro a exigência de mudanças para rever de maneira profunda o atual modelo de progresso de uma sociedade do crescimento perpétuo.

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